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23/05/2011 - Normalmente eles saem em destaques
quando fazem algo errado e por diversas vezes são julgados por times
e torcedores, mas desta vez é diferente. Raphael Claus (foto) só tem
motivos para comemorar o ano de 2011 até então. Apitou seu primeiro
clássico, e foi consagrado na premiação da Federação Paulista de
Futebol (FPF) como o melhor árbitro do Campeonato Estadual,
embolsando R$ 100 mil. Aos 31 anos, o professor de educação física,
comemorou o reconhecimento do seu bom trabalho.
No quadro da FPF desde 2002, Claus apitou seu
primeiro clássico profissional em 2011. O jogo entre Corinthians e
Santos, pela nona rodada do Campeonato Paulista, que ocorreu sem
problemas, e a semifinal entre São Paulo e Santos. O árbitro contou
que estava nervoso e com bastante expectativa, uma vez que são jogos
de grandes torcidas e mídia, mas que tudo caminhou bem.
Ainda novo de idade e no quadro da FPF, Claus
comemorou o troféu recebido da |
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Federação Paulista de Futebol. “É importante, com
certeza. Surgiu uma desconfiança por eu ser desconhecido, estava
chegando agora, e seriam meus primeiros grandes jogos, ser premiado
é uma grande honra”, comemorou o árbitro, que embolsou R$ 100 mil de
premiação. Perguntado sobre as próximas
metas na carreira, se seria apitar um grande clássico pelo
Campeonato Brasileiro, o árbitro preferiu não impor metas e expor
seus sonhos. “Não fico criando expectativa, vivo cada jogo como se
fosse o último. Vou dando um passinho de cada vez. Espero sempre a
próxima escala e vivo um dia por vez. Não tem como saber se está no
sorteio, vivo a expectativa sempre”, disse.
Sorteio esse que gerou muito polemica na fase
final do Campeonato Paulista de 2011. Na semifinal entre Palmeiras e
Corinthians, os alviverdes afirmavam que o árbitro Paulo César de
Oliveira havia sido escolhido para ser árbitro e não sorteado, como
diz a regra. Abrindo essa discussão, árbitros expuseram na mídia
suas opiniões contra o sorteio, uma vez que não privilegia os
melhores, apenas conta com a sorte.
Claus esquivou-se de entrar em polêmicas, mas não
se mostrou totalmente satisfeito com a escolha por sorteio. “O
sorteio não é importante para o árbitro, tem que contar com a
sorte”, analisou. “Quando você não tem o sorteio, você consegue
premiar o juíz propício para o jogo, sorteio anula essa chance”,
completou.
Fonte: justicadesportiva |