Para ex-árbitro arbitragem não atrapalhe brasileiros na Libertadores

Léo Feldman não vê diferenças entre árbitros brasileiros e de outros países da América do Sul

16/07/2009 - Nos últimos dez anos, o Brasil passou em branco em finais contra clubes estrangeiros na Copa Libertadores. Foram seis decisões perdidas sempre que o segundo jogo decisivo foi disputado em território nacional.

O Lancenet! procurou o ex-árbitro Léo Feldman (foto) para saber se a arbitragem na Libertadores é diferente dos campeonatos realizados no Brasil e se pesa contra os jogadores brasileiros. Confira!

Léo Feldman (ex-árbitro da CBF)

"Sobre o jogo do Cruzeiro, o árbitro foi fraco disciplinarmente, deixando de estar presente em alguns lances.

Não acho que a arbitragem seja um fator preponderante para o fracasso dos brasileiros na Libertadores. Ao contrário do que a maioria pensa, eu não vejo diferenças entre os árbitros brasileiros e os de outros países da América do Sul. O número de faltas é grande em todos os países do continente, ao contrário do futebol europeu.

Não penso que, na Libertadores, os árbitros estão deixando de marcar faltas e fazendo o jogo correr. Talvez a rigidez das jogadas seja maior, mas o número de faltas costuma ser o mesmo.

Não creio que os clubes brasileiros sejam prejudicados em estádios fora do país. Vale lembrar que o Fluminense perdeu para a LDU no Maracanã e o Cruzeiro no Mineirão.

Um fator que deve ter influência nos atletas brasileiros é a atmosfera de cada estádio. A pressão de locais pequenos, onde o torcedor está próximo dos atletas pode interferir na maneira de jogar, mas não na questão da arbitragem."

Fonte: Lancenet

 
     

 

   
 

 

 
     

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