|
Portanto, é o fim de um jejum de 10 anos. O primeiro título
foi em 1993. Para conquistar o título, o São Paulo teve que jogar
muito, já que fez um primeiro tempo abaixo das expectativas
alcançadas ao longo da competição, pois chegou à decisão com 100% de
aproveitamento.
Primeiro tempo
No primeiro tempo, o Santos mostrou o motivo de estar na
decisão da Copinha. Mesmo com o São Paulo tendo todo o favoritismo e
100% de aproveitamento – até então –, o Peixe começou pressionando e
criou as principais jogadas de ataque, mas parava na defesa menos
vazada da competição, com somente dois gols sofridos.
Apesar disso, o time santista chegou ao primeiro gol aos 18. Allan
Patrick, um dos melhores em campo, fez boa jogada pelo lado esquerdo
e serviu Renan Mota. O atacante dominou, invadiu a área e tocou por
entre as pernas do goleiro Richard, que saiu para tentar fechar o
ângulo do gol.
O Tricolor ainda conseguiu o gol no primeiro tempo, mas o árbitro
Thiago Duarte Peixoto anulou a jogada, pois assinalou impedimento no
inicio do lance, antes da conclusão de Marcelinho, que, aliás, foi o
jogador do Sampa que mais assustou o goleiro Rafael, pouco exigido
na etapa inicial.
Segundo tempo
No segundo tempo, o São Paulo voltou com postura mais
ofensiva. O Tricolor necessitava do gol de empate, para, ao menos,
levar a decisão do título para as penalidades. O único problema era
que o Santos aproveitou as jogadas de contra-ataque e quase fez o
segundo gol aos seis minutos. Renan Mota saiu na frente do goleiro
Richard, que cometeu falta dura fora da área, mas salvou o Tricolor.
Após isso, o São Paulo poderia ter igualado o placar aos oito,
quando Ronieli chutou colocado do lado esquerdo da área e mandou a
bola muito perto do ângulo de Rafael. Já o atacante Lucas Gaúcho,
artilheiro da competição, não apresentou o mesmo futebol dos jogos
anteriores. Muito nervoso em campo, o jogador foi substituído. O
técnico Sérgio Baresi preservou o atleta de ser expulso e prejudicar
o elenco.
Nos últimos 15 minutos, o técnico santista, Narciso, recuou o
time tirando o jovem Nicão. Assim, o Tricolor foi ao ataque e levou
perigo. Aos 34, Casemiro desviou de cabeça após cobrança de
escanteio e carimbou o travessão do goleiro Rafael, que já estava
batido no lance. Sabendo que a pressão poderia surtir efeito, o
Sampa continuou no ataque e o gol de empate chegou aos 40. Ronieli
acertou um lindo chute da entrada da área e mandou no ângulo
esquerdo de Rafael, que pulou atrasado.
Após o empate, o São Paulo continuou em cima, enquanto os santistas
reviviam na memória recente o duelo diante do Palmeiras na
semifinal, quando venciam por 3 a 1 e sofreram o empate nos cinco
minutos finais. Aos 43, o Tricolor teve um lance sensacional para
empatar, mas o chute de Zé Vitor parou na zaga santista. No último
minuto, Bruno Uvini tocou de cabeça e Rafael fez uma defesa
milagrosa para levar o jogo para as penalidades.
Pênaltis!
O Tricolor abriu o placar com Jeferson, enquanto Alan Patrick
errou e deixou o Sampa em vantagem. O segundo do São Paulo foi de
Dener, que deslocou o goleiro Rafael. Pelo Peixe, o zagueiro Alemão
chutou forte no canto esquerdo, mas Richard fez uma brilhante defesa
e aumentou a vantagem. Marcelinho marcou o terceiro, enquanto o
goleiro Richard garantiu o título com mais uma defesa, dessa vez na
cobrança de Renan Mota.
Ficha Técnica
São Paulo (3) 1 x 1 (0) Santos
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo-SP
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Renda: R$ 247.000,000
Público: 23.413 pagantes
Cartões amarelos: Felipe Aguaí, Casemiro, Richard, Lucas Gaúcho (São
Paulo); Tindurim e Alan Patrick (Santos)
Gols: Renan Mota 18'/1T (Santos); Ronieli 40'/2T (São Paulo)
São Paulo
Richard; Felipe Aguaí (William), Fabiano, Bruno Uvini e Felipe
(Paulo Henrique); Zé Vitor, Casemiro, Jeferson e Marcelinho; Ronieli
e Lucas Gaúcho (Dener).
Técnico: Sérgio Baresi.
Santos
Rafael; Chrystian, Renato, Alemão e Wesley (Rafael Caldeira);
Elivélton, Alan Santos, Alan Patrick e Nicão (Kássio); Renan Mota e
Dimba (Tindurim).
Técnico: Narciso.
Arbitragem
A grande final da 41ª Copa São Paulo
de Juniores teve arbitragem do Barretense
Thiago Duarte Peixoto. Thiago é Professor de educação física, tem 31
anos de idade, é Ouro C (era 26º em 2009) no ranking de arbitragem da FPF,
apitou Portuguesa Desporto 0 x 0 Goiás pela segunda rodada do
torneio.
Em 2009 apitou 19 jogos; inclusive jogos da série A-1 do Campeonato
Paulista.
Este ano além da final da copinha, Thiago
participou da partida de estréia do Guarani contra Osvaldo Cruz, no
Campeonato Paulista da Série A-2.
O assistente 1 foi Fabio Rogério
Baesteiro de Piracicaba, também Professor de educação física, 29
anos, árbitro assistente desde 2003, Prata A (era 69º em 2009) no
ranking de arbitragem da FPF.
O assistente 2 foi Maria Núbia
Ferreira Leite de São Paulo, 32 anos, Prata A (era 95º em 2009) no
ranking de arbitragem da FPF.
O quarto árbitro foi
Guilherme Lino Porfírio de São Paulo, 32 anos, fisioterapeuta,
Prata A (era Prata B 91º em 2009) no ranking de arbitragem da FPF. |