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Seneme é candidato a ser o 'dono do apito' no futebol brasileiro |
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Aos 41 anos,
árbitro paulista tem sido a estrela dos jogos internacional na
América do Sul |
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São Paulo 24/12/2011 -
Se a participação em jogos importantes fora do País é o maior
termômetro para a Copa de 2014, o paulista Wilson Seneme saiu à
frente na briga para ser o substituto de Carlos Eugênio Simon. Nesta
temporada, o paulista de 41 anos foi um dos principais
representantes da arbitragem brasileira na América do Sul, apitando
no Mundial Sub-20, nas quartas de final da Libertadores e na decisão
da Copa Sul-Americana – outro paulista, Sálvio Spínola, foi
escolhido para apitar a final da Copa América na Argentina, mas
anunciou a aposentadoria pouco depois.
Seneme admite que se empolga com a chance de representar o País na
Copa de 2014, mas nega que exista a possibilidade de apenas um
árbitro assumir o posto de número 1 no futebol brasileiro. Para ele,
após nomes como Armando Marques, Arnaldo Cézar Coelho e Romualdo
Arppi Filho, Simon foi o último “dono do apito” na arbitragem
nacional. |
Como avalia sua participação em
jogos internacionais em 2011?
Foi a melhor temporada da minha carreira até aqui. Pude mostrar meu
trabalho em muitos jogos importantes. Em termos profissionais, foi
um ano excelente para mim.
Você foi escolhido pela Fifa para um curso preparatório, em
janeiro. Acha que está à frente para representar o País em 2014?
Não tem como negar, estar entre os três escolhidos pela Fifa mostra
isso. Se faço parte dessa lista, vou fazer de tudo para me manter.
É, sim, o primeiro passo para ir ao Mundial em 2014.
O árbitro mais qualificado é aquele que participa de mais
decisões e jogos importantes?
Não vai existir mais apenas um, porque tem se modificado a
arbitragem no País. Temos visto os mais jovens apitando clássicos
decisivos. Talvez o Simon tenha sido a última grande referência da
arbitragem no País. Hoje há divisão maior de responsabilidade, não
se joga a carga total sobre um ou dois principais.
Acha possível surgir um juiz
que, como Armando Marques e Arnaldo Cézar fizeram em outras décadas,
represente esta geração?
Sinceramente, não acho legal que o árbitro se torne famoso.
Ele está ali no campo apenas para fazer o papel dele. Quem tem de
estar em evidência ali são os jogadores. Onde antes havia 10 ou 15,
hoje existem 40 árbitros. Posso listar uns 15 em alto nível para
apitar. A idéia é melhorar a média geral, e não ficar na dependência
de grandes árbitros.
Isto ocorre só no País?
É uma tendência mundial, pois, se for pensar, os principais
nomes da arbitragem internacional estão se aposentando e não tem
surgido apenas um grupo de novos árbitros. A Fifa tem optado por
descentralizar a arbitragem e elevar o nível como um todo, em
diversos países.
Como vê as críticas aos juízes no último Brasileiro?
Se você for na Argentina ou no Uruguai, você vê que eles
valorizam o que eles têm. Aqui no País não se valoriza nada, dizem
que o campeonato tem baixo nível, que a arbitragem é fraca... Se for
ver, nenhum erro foi decisivo para definir os rebaixados ou os times
na parte de cima. O campeão foi legítimo, ganhou o título dentro de
campo.
Como você posiciona os juízes do País no cenário mundial?
Na América do Sul, estamos entre os melhores, mas não
participamos muito porque os clubes brasileiros e nossa seleção
estão sempre envolvidos nos principais jogos. É complicado fazer uma
comparação com outros continentes.
Estamos no mesmo nível dos árbitros da Europa?
Seria preciso que os europeus apitassem jogos da
Libertadores, pois são partidas mais difíceis. Exigem que o árbitro
se imponha e saiba controlar melhor a partida.
Fonte: Estadão |
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