Escola de Árbitros da FPF inicia mais um curso para formar novos talentos

Sílvia Regina de Oliveira, Roberto Perassi e Márcio Verri Brandão serão os instrutores técnicos

Aula inaugural do curso aconteceu no Salão Nobre da Federação Paulista de Futebol, que ficou lotado

11/07/2011 - Com 57 anos de existência, a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti da Federação Paulista de Futebol inicia nesta segunda-feira, o curso preparatório para quem procura ingressar nesta carreira. Sílvia Regina de Oliveira, Roberto Perassi e Márcio Verri Brandão serão os instrutores técnicos, com participações em pontos determinantes, de nomes como os de Cleber Wellington Abade e Vicente Romano Neto, além de convidados: Paulo Cesar de Oliveira, Carlos Eugênio Simon e Sálvio Spínola Fagundes Filho.

Com 300 candidatos inscritos, 120 foram selecionados e terão a formação de um ano e meio, grade curricular extensa, exemplificando a regra do jogo e a parte prática.

O curso se dividirá em três módulos divididos por semestre onde o aluno irá aprender as regras do jogo, parte física, além de cumprir todo o teste aplicado pela FIFA e as suas diretrizes.

A diretora da Escola de Árbitros, Sílvia Regina mostrou-se empolgada com o início do curso. “É o primeiro como diretora que pego desde a abertura até o encerramento e espero formar o meu primeiro árbitro FIFA. Quero que os alunos tenham consciência do que é ser um árbitro de futebol, isso é o mais importante. Às vezes as pessoas fazem o curso e acham que irão apitar no Morumbi ou Pacaembu depois que se formarem. Quero que olhem a importância em ser árbitro também no sub 11, sub 15 e campeonatos femininos”, declarou a ex-árbitra.

Segundo pesquisa realizada na Escola de Árbitros a maioria dos inscritos já atuaram em jogos amadores de seus bairros ou cidades e por isso possuem alguma experiência na área, o que deve facilitar no entendimento das aulas.

Sobre a procura do público feminino, a instrutora do curso acredita que seja maior que no ano passado. “Elas se interessaram bastante, espero que a gente forme também árbitras que queiram apitar o jogo efetivamente”, afirmou Sílvia Regina.

Mayra é jovem, faz faculdade de esportes e viu na arbitragem uma possibilidade de seguir carreira

Para a aluna Mayra de Moura, de apenas 21 anos a paixão pelo esporte falou alto na hora de escolher uma área ligada ao futebol. “Tomei um rumo diferente de algumas amigas que é a parte de arbitragem e como faço faculdade de esportes me interessei pelo curso”, contou a postulante a ser árbitra futuramente.

Já Wendel Soares, de 26 anos, o curso é uma grande oportunidade em fincar seu nome no cenário do apito. “A expectativa é grande em fazer um curso legal e poder atuar. Realmente todo brasileiro sonha em ser jogador de futebol, mas compatível com isso, desenvolvi interesse pela arbitragem, tive vontade e curiosidade e tenho que aproveitar esta chance”, afirmou Soares.

Roberto Perassi, um dos instrutores, destacou a importância de ser um árbitro reconhecido e renomado. “Basicamente constitui em um futuro interessante para a arbitragem não só em São Paulo, como no Brasil e na América. Quando iniciamos o curso a visão é de futuro, de gente que venha desenvolver o seu trabalho e que atinja os maiores patamares possíveis”, analisou Perassi.

Segundo ele não existe nada melhor que ver um aluno que ele ministrou aulas se destacando no cenário. “A emoção é gigantesca, porque temos muitos árbitros que passaram por aqui e chegaram a níveis internacionais, por isso espero que agora não seja diferente e no futuro estes jovens cheguem ao estrelato”, contou Perassi.

FPF

 
     

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