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Nascimento: 03/05/1958.
Estado Civil: Casado, Esposa:
Elizabela de Oliveira, Filhos: Maira, Luana, Raissa, Bruna e Caio.
Formação: Cursos na Polícia
Militar do Estado de São Paulo, Curso Preparatório de Formação de
Oficiais; Curso de Formação de Oficiais; Curso de Informações; Curso
de Controle de Distúrbios Civis; Curso de Especialização em
Espetáculos Públicos; Curso de Gestão pela Qualidade Total; Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais; Curso Superior de Polícia.
Experiência Profissional
Cmt de Pelotão, responsável pelo policiamento preventivo e ostensivo
motorizado – de 1979 a 1982; Oficial do Corpo de Segurança do
Governador – Casa Militar – de 1982 a 1987; Assistente Militar do
Secretário de Estado do Abastecimento – 1987 a 1988; De 1988 a 2005
– serviu no 2º Batalhão de Polícia de Choque, Unidade da Polícia
Militar responsável pelo policiamento em espetáculos públicos na
cidade de São Paulo. Foi comandante de pelotão, de Companhia,
Subcomandante e Comandante da Unidade. No ano de 2002, participou do
esquema de segurança na Copa do Mundo, no Japão.
Atividade Profissional Atual
Presidente da Comissão Estadual de
Arbitragem e Diretor de Prevenção e Segurança da Federação Paulista
de Futebol; Foi membro efetivo da Comissão Nacional de Prevenção da
Violência para a Segurança dos Espetáculos Esportivos – Comissão Paz
no Esporte.
1) O sr. é coronel da Policial Militar de São Paulo. Que
motivos lhe levaram a presidir um setor de tamanha relevância como a
Comissão de Arbitragem da FPF?
R: Em outubro de 2005, logo em
seguida ao escândalo de fraude na arbitragem envolvendo dois
árbitros paulistas, fui convidado pelo doutor Marco Pólo Del Nero,
presidente da FPF, para iniciar um novo processo de gestão na
arbitragem, uma vez que era seu desejo ter uma pessoa totalmente sem
vínculo com os clubes e com a própria arbitragem. Movido sempre em
vencer novos desafios, aceitei de pronto o convite, até porque não
tinha mais nenhuma perspectiva na carreira como PM e por já contar
com 30 anos de serviço prestado à corporação.
2) Houve alguma reação
contrária?
R: Alguns questionamentos por parte
da imprensa e, com certeza, incertezas, desconfianças e receios por
parte dos árbitros.
3) Durante o período em que
está à frente da arbitragem paulista, como tem sido o seu trabalho?
R: O trabalho consiste no
desenvolvimento de processos voltados ao aprimoramento contínuo de
todos os que estão no quadro de arbitragem da FPF, respaldado,
ainda, na transparência, na fiscalização e no apoio aos
profissionais comprometidos com os princípios que norteiam a
instituição arbitragem (idoneidade e imparcialidade).
4) Quais foram os métodos
empregados e quantos novos árbitros foram revelados na sua gestão?
R: Em primeiro lugar, institui o
Regulamento Geral da Arbitragem com direitos e deveres para todos
(dirigentes da arbitragem e árbitros); criação de um plano de
carreira (ranqueamento); treinamentos práticos para o aprimoramento;
divulgação e orientação, em sala de aula, das instruções e
recomendações encaminhadas pela Comissão de Arbitragem da Fifa;
análise com o árbitro a respeito de suas atuações, em consequência
das análises dos assessores da arbitragem ou de representações dos
clubes; criação das fichas individuais de avaliação de desempenho;
aplicação de dois testes físicos (protocolo Fifa) e de dois testes
escritos por ano; monitoramento da condição física (COFES);
contratação de um psicólogo do esporte; aquisição de equipamentos de
comunicação (11 kits – com seis rádios); pagamento antecipado das
taxas de arbitragem. E, a partir de julho, a definição da categoria
especial da arbitragem com 20 árbitros e 40 assistentes, os quais
passarão por um programa especial de treinamento (físico,
psicológico, técnico, tático e nutricional), possibilitando, assim,
a formação de um grupo de elite na arbitragem de São Paulo. Com
referência às revelações, lançamos, nos últimos quatro anos, na
principal competição em torno de 20 novos árbitros e 15 assistentes.
5) Quem é o melhor árbitro da
FPF na atualidade e do futebol brasileiro, na sua opinião?
R: Na FPF, o primeiro do ranking é o
árbitro Wilson Luiz Seneme. No futebol brasileiro, o que tem mantido
boa regularidade é o árbitro Heber Roberto Lopes, do Paraná
6) Que avaliação faz sobre o
modelo de arbitragem desenvolvido nas competições da Conmebol e do
modus operandi dos apitos brasileiros?
R: Entendo que devemos aplicar com
correção e inteligência as regras do jogo. O que determina o
“estilo” da arbitragem é a característica do futebol praticado em
cada país ou continente. Precisamos, sim, é promover um debate com
relação à formação dos nossos atletas, os quais são estimulados,
desde o seu início nas categorias de base, a desrespeitar as regras
do jogo, ou seja, o de buscar levar vantagem com a “malandragem”
(simulação de faltas, pressões e desrespeito com a arbitragem,
desrespeito ao adversário, etc.).
7) Como dirigente de um
colegiado da importância como São Paulo, qual é o seu entendimento
sobre a implementação da tecnologia para auxiliar a arbitragem? Ela
deve ser parcial ou total?
R: A adoção da tecnologia importa em
que dentro de uma competição todos teriam que ter o mesmo recurso à
sua disposição. Explico: se num campo de jogo tivermos 20 câmeras,
nos outros campos também deverão ter o mesmo número de câmeras. Quem
pagaria tal investimento? Porém, alguns recursos são possíveis de
implantar, como a comunicação aberta entre os membros da equipe de
arbitragem e a escalação dos assistentes adicionais. A ampliação dos
ângulos de abordagem nos lances e a integração imediata das
informações com árbitro, são meios fundamentais para uma tomada de
decisão com menor risco de erro.
8) O experimento dos
assistentes adicionais tem causado restrições a alguns setores
retrógrados do futebol brasileiro. Que avaliação faz desse
experimento realizado no Campeonato Paulista?
R: Altamente positivo o experimento.
Tal afirmação foi expressada pelos próprios árbitros que se sentiram
mais confiantes nas atuações em razão da presença de seus auxiliares
no auxílio de suas decisões.
9) A Fifa autorizou o nominado
experimento do Europeu Sub-19, posteriormente na Liga da Uefa e mais
recentemente na Champions League, e em 2012 na Eurocopa. Ele pode
ser colocado em prática na Copa de 2014?
R: O parecer desta Comissão ao
Coordenador do Experimento designado pela da Fifa é pela implantação
do sistema nas principais competições organizadas pelas Federações e
Confederações. Sou favorável a sua implantação na Copa de 2014.
10) Como está a preparação de
Paulo César de Oliveira um dos árbitros pré-selecionados para a
aludida Copa?
R: Ele está sendo convocado pela
Conmebol para realizar o Curso para árbitros de alto nível, de 25 a
29 de junho. Boas perspectivas na sua carreira e vamos continuar com
seus treinamentos na Federação.
Fonte: http://apitodobicudo.blogspot.com/ |