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reivindicações da classe de árbitros esportivos dos
país
PROTEÇÃO A UM ENTE ESQUECIDO
Na
justificativa do PL 4317, o parlamentar tucano destaca:
“O atleta,
estando a serviço de um clube, possui assistência médica, seguro
de vida e acidentes pessoais. Como profissional de alto rendimento
está sujeito a contusões e acidentes durante os jogos, inclusive
mal súbito que por vezes acaba por ocasionar a morte desses
profissionais. Não raro também, são as brigas entre torcidas e
entre os próprios jogadores gerando incidentes graves.
A lei nº
10.761, de 2003, o Estatuto do Torcedor, foi uma conquista para os
torcedores e para o disciplinamento das competições em geral.
Entre outros direitos, o torcedor, assim com os atletas, passou a
ter seguro de vida e acidentes pessoais enquanto permanecer dentro
do estádio”.
Entre os entes
envolvidos nas competições esportivos, apenas a comissão de
arbitragem não possui cobertura em caso de acidentes e morte,
observando Silvio Torres:
“Como o atleta,
o árbitro é peça fundamental de qualquer evento desportivo. Sem
ele não pode haver competição. No Pais a profissão de árbitro
ainda não foi regulamentada. Portanto, nenhum árbitro dedica-se
exclusivamente a essa atividade. Todos são profissionais das mais
diversas áreas que atuam como árbitros muito mais pela vocação e
pela devoção ao esporte do que pela remuneração. Para poder
acompanhar o alto nível que os atletas atingem nos dias de hoje,
os árbitros também são profissionais com exemplar desempenho
físico, mas não possuem qualquer cobertura na eventualidade de um
acidente.
Ainda dentro
das arenas desportivas, os árbitros podem se ver envolvidos em
incidentes com torcedores insatisfeitos. “Afora o policiamento
local, a lei não lhes garante assistência, nem às suas famílias no
caso de uma falha nessa segurança”.
Essas razões
que levaram Silvio Torres a apresentar o projeto de lei 4317/08.
“É um reconhecimento à excelência do trabalho que os árbitros e
seus auxiliares prestam ao nosso esporte”.
ÁRBITROS SERVIDORES PÚBLICOS
Na
justificativa do PL 4316/08, Silvio relata:
“De acordo com
a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol - ANAF, um terço
(32%) dos árbitros são servidores públicos. Destes, 60% são civis
e 40% militares. A sua grande maioria enfrenta sérios problemas
para atuar nas competições por não existir amparo legal para sua
liberação do trabalho. Os árbitros estão sempre sujeitos a levar
falta, ter seu vencimento reduzido e receber advertências que
maculam sua ficha funcional e, inclusive, a responder por
processos administrativos”.
O parlamentar
tucano argumenta que por essa situação é que procura corrigir a
distorção da legislação.
Finaliza o
parlamentar tucano: “O juiz é cumprimentado pelo seu desempenho,
mas punido no seu ambiente normal de trabalho.
Fonte:
Assessora de Comunicação do Deputado Federal Silvio
Torres |