Cel. Marinho: "É impossível alguém de fora avisar o bandeira no jogo".

  16/02/2009 - O presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, coronel Marcos Marinho, afirma: “É impossível alguém, além dos quatro árbitros que estão trabalhando num jogo, entrar no sistema de comunicação. Por isso, ninguém passou alguma informação para o auxiliar Edmilson Corona”.

O Blog do Boleiro procurou o homem que comanda o apito no futebol paulista. Afinal, Marinho não esteve no estádio do Morumbi neste domingo. Ficou em casa e acompanhou a partida pele tevê. Ele garante que não conversou com a equipe escalada para o clássico. Nem antes, nem durante o jogo.

A FPF tem 10 “kits” com os equipamentos de comunicação fornecidos pela Motorola. A empresa garante que cada kit trabalha com uma freqüência diferente e criptografada, o que impediria a interferência de gente fora do campo de jogo.

“Cada trio de arbitragem leva um kit com cinco fones. O quinto fone fica guardado no vestiário para o caso de alguma avaria. Quem utiliza o sistema de comunicação é o juiz do jogos, seus dois auxiliares e o quarto árbitro”, explicou Marinho.

O Árbitro José Henrique expulsa o corintiano Túlio após aviso do Assistente Ednilson Corona sobre agressão.

Este, por sua vez, pode avisar o juiz de alguma irregularidade na parte disciplinar. O delegado da FPF que fica na mesa está proibido de se manifestar.

Depois do empate em 1 a 1, o técnico corintiano Mano Menezes disse que Corona teria avisado o árbitro José Henrique de Carvalho depois de ser avisado pelo rádio de que o volante Túlio tinha acertado um soco no zagueiro André Dias, do São Paulo.

Mano reforçou a suspeita: “Vou chamar a atenção mais uma vez. Estamos adotando um sistema que é contra o regulamento da FIFA. O auxiliar não levantou a bandeira quando aconteceu o lance e não temos autorização para usar informação externa”.

O diretor de futebol do Corinthians, Mário Gobbi, anunciou que vai pedir a demissão do Cel. Marinho. “O coronel é um homem sério, de bem, mas não está conduzindo bem o departamento. Nós queremos que ele saia e iremos pedir isso à Federação Paulista de Futebol”, avisou.

Ao saber desta intenção, Marinho disse apenas que o dirigente “pode pedir que quiser”. E completou: “Não tenho nada a declarar”. Ele defende o trio de arbitragem do clássico. “Não houve erro e os cartões foram bem dados”, disse ao Blog do Boleiro.

Quanto à suspeita levantada por Mano Menezes, Marinho disse que “é uma reclamação sem fundamento, mas de torcedor do que racional”.

Ele afirmou que nem haveria tempo para alguém fora do campo do Morumbi avisasse o bandeira Corona. “É só olhar o teipe. Depois do lance, a bola seguiu sem replay. Não daria tempo para ver o replay e avisar quem quer que seja. O replay do lance só foi mostrado depois da expulsão”, disse.

O presidente da Comissão diz que, nos dois Estaduais passados, ele aprendeu uma lição: “Normalmente, qualquer time que não vai bem, é quem mais reclama da arbitragem. Se um equipe tem problemas, a culpa é do árbitro”.

Fonte: Blog do boleiro

 
     

 

   
 

 

 
     

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