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São Paulo, 16 de abril de 2009.
OFICIO Nº 057/09
DO PRESIDENTE DA COAFESP
AO ILMO SR DR YVANEY CAYRES DE SOUZA
DD PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA
ASSUNTO: agressão a árbitro
Caríssimo Dr. Yvaney;
A
mídia divulgou as imagens incontestes da agressão covarde e
traiçoeira, a que foi vítima o árbitro Flávio Rodrigues de Souza, na
partida realizada no dia 12 de abril do corrente, na cidade de
Ribeirão Preto, entre as equipes do Comercial FC e Grêmio
Catanduvense.
Relata o árbitro na súmula do jogo que: “aos 79min de jogo o
treinador da equipe Comercial F. C. Sr. Pedro Roberto Santilli
invadiu o gramado quando a bola estava parada para retirar uma
segunda bola que estava no campo de jogo, em seguida o mesmo
empurrou o atleta da equipe adversária de numero 6 Sr. Danilo
Vettori Amaro. Após essa ocorrência o treinador foi expulso de
campo, tendo em vista que já havia sido advertido anteriormente por
atitudes inconvenientes. Após a expulsão o treinador dirigiu-se a
mim dentro do campo de jogo questionando o motivo e, quando
esclarecido, atingiu-me com um soco no rosto, porém não ocasionando
nenhuma lesão e assim não precisou de atendimento médico.Foi expulso
aos 83 minutos de jogo o gandula Sr Carlos Roberto da Costa, RG:
10529 976, por dirigir-se ao goleiro da equipe Grêmio Catanduvense
de no 1 Sr. Renato de Oliveira com as seguintes palavras:- A bola
aqui seu filho da puta!”
Como Presidente da Cooperativa de Trabalho dos
Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo venho manifestar a
indignação de todos os árbitros de nosso Estado, com a conduta
indigna e covarde do treinador do Comercial FC, que à traição,
desferiu um soco no queixo do jovem árbitro Flávio Rodrigues de
Souza.
Nota-se que, enquanto o árbitro fazia anotações em seu cartão, o
despreparado técnico o ataca, à socapa e sorrelfa, atingindo-o na
região do queixo causando-lhe danos emocionais irreparáveis e morais
que serão discutidos na esfera judicial.
Como Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça Desportiva, possuidor
de uma conduta ilibada e personalidade forte, o que tem demonstrado
em prol da disciplina esportiva, permita-me alertá-lo da esperança,
não apenas dos árbitros de nosso Estado, mas de todos os árbitros de
nosso Brasil, quanto ao rigor justo a ser empregado na avaliação da
conduta nefasta do referido treinador.
Ademais, espero que a longa experiência e avançada idade em
atividade no ramo como técnico de futebol, não seja apanágio a
encobertar a postura traiçoeira e covarde com que agrediu nosso
Cooperado.
Todos os árbitros do nosso Estado estarão atentos a este julgamento,
uma vez que o árbitro de futebol é uma categoria ímpar, de valor
inestimável ao futebol e de enorme valia a moralização do desporto
mais fantástico da terra.
Em nome da categoria dos árbitros paulistas rogo seja feita justiça,
na mais justa medida, como reparo à imagem deste homem, que defende
com dignidade e honradez, a roupa do “homem de preto”, que com o
apito às mãos, decide como ninguém, as leis do jogo de futebol.
Uma punição amena acarretará a todos os árbitros de nosso Estado a
perpetuação da indignação já manifesta e quiçá, a descrença na
filosofia de alcançar metas alvissareiras na disciplina desportiva.
Certo da conduta impoluta e isenta de todos os membros desta Egrégia
Casa de Justiça Desportiva e pela ímpar oportunidade que me
apresenta, renovo os mais distintos votos de respeito e admiração.
Cordialmente;
Silas Santana – Presidente da COAFESP |