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A Federação Paulista de Futebol criou, em 2006, as Normas de Classificação da Arbitragem, um regulamento que serve como o ranking dos árbitros e assistentes do Estado de São Paulo.
Dessa maneira, o quadro de arbitragem paulista foi dividido em três categorias: Ouro, Prata e Bronze. Para cada uma existem as subdivisões A, B e C. A cada ano os árbitros podem subir ou descer de categoria de acordo com sua performance.
O ranking se inicia na Categoria Bronze, composto, em grande maioria, pelos árbitros recém-formados que precisam de dois anos de estágio para poder ingressar no ranqueamento. A arbitragem da Bronze atua nos campeonatos de categoria de base da FPF, principalmente nas competições Sub15 e
Sobe.
Na categoria Prata, os árbitros já começam a apitar e bandeirar partidas do futebol profissional, como o Campeonato Paulista da Segunda Divisão e da Série A3, mas ainda se mantêm, em grande maioria, no torneio Sub20. Os nomes que se destacam nas subdivisões A e B da Categoria Prata podem ter algumas oportunidades em jogos da Série A2.
A principal categoria da arbitragem de São Paulo, a Ouro, possui 30 árbitros e 60 assistentes e é responsável por todo o trabalho na Série A1, além de jogos importantes nas outras competições. Os membros da Categoria Ouro são também os representantes do futebol paulista nos campeonatos nacionais. Em fevereiro de 2007, por exemplo, os primeiros 23 árbitros e 25 assistentes do ranking da FPF foram escalados para compor o quadro de arbitragem da CBF e atuar nas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.
Em dezembro, a Comissão de Arbitragem da FPF atualiza as categorias do quadro de árbitros e assistentes através de uma análise anual, que leva em consideração três critérios para classificá-los no ranqueamento.
A primeira análise é feita no Relatório Técnico. Os Avaliadores de Árbitros, quando escalados para uma partida, têm o objetivo de observar e graduar a performance da equipe de arbitragem. Os Avaliadores analisam o desempenho físico e técnico, além da postura e integração do trio de arbitragem no decorrer do jogo. As notas variam de 5,0 (cinco), o que significa uma atuação muito ruim em uma partida com pouca dificuldade, a 10,0 (dez), equivalente a uma atuação muito boa em uma partida muito difícil. Cada árbitro é observado em, no mínimo, cinco ocasiões na temporada, sem que haja repetição de um mesmo Avaliador.
O segundo critério utilizado pela Comissão de Arbitragem são as avaliações físicas e escritas. Pelo menos duas vezes ao ano, todo o quadro de arbitragem da FPF é escalado para participar de ambos os testes.
Com diferenças na avaliação entre os árbitros e assistentes, tanto no masculino como no feminino, o Teste FIFA tem o objetivo de forçar ao máximo a resistência dos árbitros na busca do aperfeiçoamento físico. Ao invés de o árbitro marcar pontos no cumprimento de um determinado tempo, distância ou peso, dentro das modalidades, o teste penaliza os integrantes que não alcançarem o seu limite. Dessa maneira, a avaliação serve não apenas para medir a capacidade física da arbitragem, mas também para motivá-los a conseguir melhores resultados.
No tiro livre de 50 metros, por exemplo, as pessoas que correrem num tempo inferior ou igual a 6,94 segundos não são penalizadas. Entretanto, todos os outros que ultrapassarem essa marca sofrem uma penalização de 0,05 a 0,25 pontos. Nos outros quesitos, como porcentagem de gordura corporal e resistência aeróbica, a avaliação é feita da mesma maneira.
No teste escrito, o mesmo sistema de pontuação é utilizado numa escala de 0 a 100. Tanto na avaliação teórica como na física, há uma nota ou tempo limite a ser cumprido. O árbitro que na prova escrita obtiver classificação inferior a 70 (setenta) ou no exame físico não realizar os tempos exigidos estará suspenso da atividade até a realização de novos testes.
As Sansões Disciplinares fazem parte do último critério utilizado no ranqueamemto da arbitragem. Cada suspensão ou afastamento da atividade recebe uma penalização de até três pontos. Estes serão descontados dos Relatórios Técnicos, juntamente com as penalizações das avaliações físicas e escritas, para mais tarde resultar na pontuação final de cada árbitro para a classificação do ranking.
Para não prejudicar nenhum dos 450 integrantes do quadro da FPF, a Comissão de Arbitragem entrega aos árbitros e assistentes todos os Relatórios Técnicos e os resultados dos exames realizados durante o ano. Dessa forma, eles têm o total conhecimento de sua performance no decorrer da temporada, antes mesmo da atualização do ranking em dezembro.
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